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Misericórdia

16/05/2018 17:53:01

Foto Notícia Geral

A cidade entrou em ebulição nos últimos dias. Muito mais pelos tropeços e pela truculência da equipe que a administra, do que por virtudes ou vícios de seus habitantes.

Poderia falar aqui sobre a festa realizada na “sede social” da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, como também poderia falar sobre o “salvamento” dos vereadores Gerson e Vone.

Seria possível ainda discorrer sobre a manifestação do vereador Gerson, na tribuna da Câmara, informando que o ex-governador havia deixado verba “predestinada” para obras em nossa cidade, tentando lembrar ao vereador a célebre frase “Rei morto, Rei posto!”, e que com a renúncia encerravam ali os (des)mandos de seu governador.

Bom assunto também seria o fato de que, na reunião com o Cindacta, em Curitiba, não havia sequer um vivente representando a Prefeitura de Lages, em clara demonstração que o prefeito adotou a “filosofia da vaca” para o aeroporto local.

Com folga, dava para falar sobre o “milagroso” desfecho da licitação da iluminação pública ou, ainda, sobre o reaparecimento do contrato com o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Lages, indagando, àqueles que afirmaram que o mesmo só valia até 2014, como a prefeitura pagou despesas como luz e água do imóvel sem ter contrato.

Faltaria tinta para escrever também como deve estar se sentindo o prefeito, que foi à capital do Estado e não foi recebido pelo governador, experimentando um pouco do veneno dispensado ao prefeito anterior quando procurava o governador lageano.

As capivaras na Duque seriam inspiradoras ou ainda o verdadeiro “mercado do brás” nos postos de saúde, mas entendo que há um assunto muito mais importante: o impasse sobre as questões dos CPPs.

Muito já se falou, no entanto, a questão está longe de solução. Dias atrás, em coletiva para a imprensa, para a qual, por razões óbvias, não fomos convidados, o competente Procurador do Município, Dr. Agnelo Miranda, com sua capacidade, fez excelente resumo dos aspectos processuais da questão.

Sua manifestação seria perfeita, não fosse sua resposta à indagação do repórter Jones Paulo, da rádio Menina FM, que indagou quem pagaria os advogados dos presidentes dos CPPs. “De médico e advogado ninguém escapa!”, respondeu o Sr. Procurador, de bate-pronto!

Muito embora precisa, a resposta foi técnica, e o momento pedia uma resposta que manifestasse a preocupação da prefeitura com a situação dos “usados e surrados” presidentes dos CPPs, tão vítimas do processo quanto aqueles que não receberam suas indenizações. A resposta do Sr. Procurador foi apenas um reflexo da insensibilidade que impera na atual administração de Lages.

A verdade é que os presidentes dos CPPs estão envolvidos em um processo que jamais deveria tê-los atingido. O problema é histórico e nunca foi tratado com a devida seriedade. Desde a Constituição Federal de 1988 é vedada a contratação de servidores na forma como a prefeitura contratou os funcionários dos CPPs, assim como eram irregulares, por exemplo, aqueles contratados via Acro. O “burla legis” era utilizado tanto para resolver questões técnicas como questões políticas.

O problema é que o procedimento adotado era uma bomba-relógio, com os responsáveis apenas rezando para que não explodisse nas suas mãos. Acabou estourando na atual administração que, não bastassem os próprios tropeços, tem agora que resolver este problemão.

Mas, tendo em vista as manifestações oficiais do Paço, seus integrantes querem apenas livrar-se do pepino, independente do sofrimento dos presidentes dos CPPs e dos funcionários demitidos, muitos já fora do mercado de trabalho, aguardando sua indenização há mais de um ano.

Sorte dos presidentes dos CPPs que, associados ao Simproel – Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação de Lages, sensibilizados com a situação, convocaram assembleia-geral extraordinária do sindicato, deliberando, na semana passada, para que o Simproel suporte as despesas com os honorários dos advogados que representarão os presidentes dos CPPs nos processos em que tentarão reverter a decisão judicial, que os responsabilizou por dívidas que foram contraídas por determinação da prefeitura em vários mandatos.

A louvável iniciativa do sindicato e de seus associados, com certeza, minimizou o drama dos membros dos CPPs, merecendo o reconhecimento de todos. Talvez tal iniciativa sirva para alavancar outros procedimentos para solucionar este imbróglio que muito mal já fez.

Parabéns ao Simproel e a todos os seus membros, afinal, a misericórdia sempre valeu mais do que a justiça!

 
 
TAGS: OnNews, Colunistas, Opinião, Kiko Ranzolin, CPPs
CATEGORIA: COLUNISTAS
Fonte:
KIKO RANZOLIN
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KIKO RANZOLIN
advogado, radialista e desportista

 

Prosit!!!

 

Ganhei o desafio! Que azar...

 

Alvíssaras!

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