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Quando nós desistimos do amor?

17/05/2018 20:47:06

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Sabe por que antigamente os relacionamentos duravam mais? Porque as pessoas insistiam, quando algo era quebrado a tendência era consertar, as coisas eram menos descartáveis, e as pessoas também.

Hoje se a coisa quebra, qual é a nossa primeira atitude? Nós a jogamos fora, compramos outra para substituir e começamos a tratar tudo do mesmo jeito; se a coisa vai mal já vamos logo dizendo: “Não era para ser, a gente não combina”, e joga tudo fora para tentar com o próximo da lista imaginária. As pessoas não relevam mais nada, não ouvem as outras e esquecem que seres humanos têm defeitos. Na primeira dificuldade preferem ir embora.

Julga-se pelo gosto musical, pelo prato preferido, pelo curso escolhido ou por qualquer outra coisa, se não é parecido conosco não nos serve, a gente já desiste na metade do caminho; começamos a aceitar amores “meia-boca” por medo de acabar ficando sem nenhum. Coisas mais seguras para o nosso coração, nada que acelere muito. Começamos a procurar desculpas porque preferimos permanecer na zona de conforto e “Deus me livre” nos tirarem de lá.

No fundo é medo de sentir, medo de mergulhar fundo no desconhecido, medo do depois, medo de dar certo. Porque a última coisa que esperamos é que realmente dê certo. Desistimos do amor, desistimos de tentar amar.

Nós somos a geração de desapegados, porém, amamos menos, demonstramos menos, divorciamos mais, traímos muito, e somos mais frustrados, ansiosos e depressivos. Depositamos nos outros todas as nossas expectativas, esquecendo que as pessoas são diferentes e não pensam e agem como a gente. Eu vi num vídeo a seguinte frase: “Começamos a usar as pessoas e amar as coisas.” Viramos seres materialistas, acumuladores de coisas e não de momentos.

É preferível não correr mais riscos. Quando a intensidade aparece a gente foge, ninguém quer arriscar e se machucar. Não consertamos mais, apenas jogamos fora. Como se as pessoas e sentimentos fossem feitos de material descartável, não carne, osso e sentimentos.

Esperamos sentados que as coisas magicamente aconteçam, que a felicidade bata à porta, que o amor da nossa vida se apresente. E talvez a gente seja feliz e não saiba, talvez o amor da nossa vida precise de um pouco mais de esforço. O amor pode até ter aparecido em algum momento, mas deixamos passar por simplesmente termos preguiça de irmos mais a fundo ou ele não gostava das mesmas coisas, odiava chocolate, não era inteligente o suficiente, ou tinha opiniões que não condiziam o que julgamos as mais cabíveis. A gente faz dar errado antes de tentar dar certo. Então vamos embora de novo, jogamos fora. Desistimos do amor antes que ele tente existir.

 
 
TAGS: OnNews, Colunistas, Opinião, Kimberly Ganzer
CATEGORIA: COLUNISTAS
Fonte:
KIMBERLY GANZER
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KIMBERLY GANZER
estudante de jornalismo e apaixonada por palavras

 

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Lindo texto. Relata fielmente os dias atuais.

ROBSON ALEXANDRE ANADOM


Excelente reflexão, realmente precisamos estar atentos para não cair nesse ciclo!

Everton da Silva



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