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EDITORIAL - O jogo não acaba quando a Copa termina

10/06/2018 16:59:48

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Ano de Copa, de eleição. Pode até parecer que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas tem. O país considerado “do futebol” ama futebol e odeia política. Mesmo vendo a política como uma disputa, uma partida, como se a esquerda e a direita fossem dois times: o time A e o time B disputando o Campeonato Brasileiro, quem fizer mais pontos corridos, ganha.

Em ano de Copa, os olhares se voltam inteiramente para o país-sede, este ano a Rússia. E nós deixamos para lá os problemas brasileiros. Não é errado torcer para o Brasil, ou acompanhar a Copa, não é errado amar o futebol com unhas e dentes, errado é colocar o esporte acima dos problemas reais.

No mês da Copa viramos magicamente um país sem problemas, sem corrupção, sem crise, somos o Brasil verde e amarelo que grita: “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”.

E então a bola rola.

Oportunidade perfeita para uma imensidão de políticos fazerem o que quiserem com o país, usando os bastidores para negociações que mais se definem como negociatas, tanto ou mais que nos períodos de pleno funcionamento do Congresso Nacional e das repartições públicas como um todo, incluindo os Poderes Executivos Federal, dos Estados e Municípios, e os parlamentos estaduais e municipais, afinal, “ninguém está vendo”, teremos os olhares todos voltados ao futebol na distante Rússia, na Europa.

E quando o dia da eleição chegar, ou quando mais um escândalo de corrupção estourar, diremos sentir vergonha do Brasil. Não seria vergonha dos autores dos escândalos?

Em outubro escolheremos o candidato do “time” que mais agrada. Sem pensar em propostas, planos de governo. Só queremos um “bom” vencedor. O candidato do “nosso” time político.

A Copa do Mundo têm suas belezas e seus significados, cada um deles devem ser levados em conta, um mês todo para os meninos da bola fazerem história, países que se encontram com a promessa de fazer bonito dentro do campo.

Mas dá para irmos além.

Esperança é perceber que somos um só povo, uma nação inteira que pode se unir em prol de um objetivo. Mas só no futebol?

É o encontro de gênios da bola, que tem a paixão estampada em cada camisa e em cada coração. Mas e os problemas da coletividade, eles recebem cartão vermelho durante a Copa?

Meninos que transparecem amor pelo que fazem, em cada vez que a bola entra no gol, em cada jogada bonita. É também este o sonho de muitos meninos das periferias da vida, desenhados numa grama verde.

Mas nem todos chegam a Neymar.

Alguns estarão mais para Pixote se o país do futebol não vivenciar mais a política.

2018 é um ano de esperança, não deixemos de amar nosso país quando o juiz der o apito final da última partida, quando a Copa do Mundo na Rússia acabar, não significa que acabou o jogo do dia a dia. Os brasileiros se encaminharão para outra partida: o futuro do país, e a regra principal é exercer efetiva e definitivamente a democracia, não (re)elegendo a corrupção, e sim, soluções.

 
 
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