Brasil lança programa Open Industry e entra na corrida global da Economia de Dados Iniciativa liderada pela ABINC e CNI marca início da construção de um ecossistema nacional de compartilhamento seguro de dados entre indústrias brasileiras. Lançamento contou com representantes do governo federal, entidades internacionais e grandes empresas industriais São José dos Campos, 30 de [...]

Brasil lança programa Open Industry e entra na corrida global da Economia de Dados
Iniciativa liderada pela ABINC e CNI marca início da construção de um ecossistema nacional de compartilhamento seguro de dados entre indústrias brasileiras. Lançamento contou com representantes do governo federal, entidades internacionais e grandes empresas industriais
São José dos Campos, 30 de abril de 2025 – Com o objetivo de colocar o Brasil no radar de uma nova era da Economia de Dados, foi lançado o programa Open Industry nesta quarta-feira, 30, no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José dos Campos. A iniciativa visa posicionar o país como um dos protagonistas globais no uso ético, soberano e colaborativo de dados industriais. A missão do Open Industry é estimular uma cultura de dados no país, capacitar profissionais, apoiar a criação dos primeiros Data Spaces brasileiros e fomentar o surgimento de novos modelos de negócios sustentáveis.
Idealizado pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Open Industry tem como objetivo estabelecer no Brasil os Espaços de Dados (Data Spaces) — ambientes seguros, normatizados e interoperáveis para o compartilhamento de dados entre empresas, fornecedores, startups, governo e centros de pesquisa. O evento de lançamento contou com autoridades como Stefan Schnorr, secretário de Estado do Ministério Alemão de Digital e Transportes (BMDV); Henrique Miguel, secretário de Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Cristiane Rauen, diretora de Transformação Digital e Inovação do MDIC; David Domingos, diretor de Desenvolvimento Internacional de Negócios da Fraunhofer IPK; Jefferson Gomes, diretor de Tecnologia e Inovação, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC); e Flavio Maeda, vice-presidente da ABINC.
“Estamos criando uma visão compartilhada para a economia de dados — uma economia em que os dados são compartilhados com segurança e soberania. A Alemanha está pronta para seguir neste caminho com vocês”, afirmou Stefan Schnorr, secretário de Estado do Ministério Federal Alemão para Digital e Transportes.
O programa vai além da Indústria 4.0: trata-se da construção de uma nova economia baseada no fluxo seguro e escalável de dados entre ecossistemas corporativos, permitindo que dados sejam tratados como ativos estratégicos, gerando valor em toda a cadeia produtiva. Isso inclui aplicações em setores como manufatura, agronegócio, logística, energia e saúde.
Segundo Flávio Maeda, vice-presidente da ABINC e diretor de Digitalização da AFRY América Latina, o Open Industry busca inserir o Brasil de forma proativa nessa transformação global. “A Economia de Dados representa uma janela de oportunidade para o Brasil se posicionar desde o início, com chances reais de protagonismo regional nas Américas — e até de liderar, em alguns setores, à frente da Europa. Como grande parte da tecnologia já está disponível, temos a oportunidade de acelerar a implementação com base no conhecimento e nos investimentos significativos que já foram feitos lá fora. Estamos diante da chance de criar um novo setor econômico baseado em dados — e não apenas de modernizar a indústria existente. O Open Industry é uma aliança entre empresas, governo e academia para construir uma infraestrutura digital interoperável, com padrões internacionais, que permita às empresas gerar valor real com os dados que produzem todos os dias”, ressaltou.
Durante a programação, foram apresentados os fundamentos técnicos e jurídicos da nova infraestrutura digital, com destaque para o plano de criação do primeiro Data Space brasileiro, em parceria com a ABDI – seguindo o padrão da International Data Spaces Association (IDSA) que está sendo implementado no Brasil pela ABNT em parceria com a ABINC. Também foram compartilhados cases internacionais, como a cadeia de logística da Thyssenkrupp e a rede de fornecedores conectados da ASML.
Para Jefferson Gomes, diretor de Inovação da CNI e professor do ITA, o Open Industry representa uma oportunidade de posicionar o Brasil com protagonismo na economia digital. “Quando você faz avião, você aprende o que é integração de sistemas — e nós sabemos fazer isso. A troca de dados já é parte da nossa história. Mas precisamos agora avançar: melhorar infraestrutura, capacitar pessoas, adaptar modelos de negócio e criar regulações que permitam ao Brasil liderar essa transformação. O Open Industry tem potencial para isso — e se a gente medir os KPIs, vai ter muito motivo para aplaudir”, discorreu.
Paulo Spaccaquerche, presidente da ABINC, explicou que o dado já é um ativo econômico, porém a indústria ainda não sabe como explorar todo esse potencial: “Com o Open Industry, temos a chance de liderar esse movimento nas Américas”.
O apoio governamental também foi reforçado por Henrique Miguel, secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do MCTI, que ressaltou que o governo já vem trabalhando com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que inclui ações voltadas ao setor privado e à criação de um centro nacional para desenvolvimento de IA com foco na indústria. “O Open Industry se encaixa nesse esforço: estamos falando da criação de mecanismos que permitam compartilhar dados com segurança, apoiar a digitalização das cadeias produtivas e gerar valor. Essa é uma infraestrutura essencial para a nova economia baseada em dados, e o MCTI está comprometido em apoiar sua construção, em parceria com a indústria e com instituições nacionais e internacionais”, disse.
Cristiane Rauen, diretora de Transformação Digital e Inovação do MDIC, também destacou a urgência da agenda. “A economia digital precisa ser agora uma economia baseada em dados, uma economia voltada a criar valor a partir dos dados gerados”, afirmou. “96% dos dados da indústria não são utilizados ou apropriados em termos de valor. É hora de estruturar práticas de compartilhamento seguro, eficiente e tecnologicamente respaldado de dados – seja de governo para empresas, de empresas para governos ou entre empresas”.
Segundo Cristiane, o MDIC está comprometido com a construção dessa nova infraestrutura digital: “Estamos muito entusiasmados em criar o primeiro data space da indústria e apoiar ações de inteligência artificial para a indústria brasileira. É com muito entusiasmo que hoje o MDIC se representa. Falo isso em nome de todo o Ministério, de todas as secretarias, e não só da minha secretaria”.
A expectativa é que a economia global de dados atinja 827 bilhões de euros até o fim de 2025, com quase 30% da datasfera operando em tempo real. O Open Industry pretende garantir que o Brasil participe ativamente desse novo ciclo econômico, com inovação e competitividade. “Essa é a hora do Brasil. A indústria precisa aprender a gerar valor com dados, e o Open Industry é a ponte para isso”, conclui Maeda.
- programaEspaçosbrasilEntreDadosparquetemcamposlançadoinovaçãoem.SãoEmpresasJosé.dosde30eTecnológicanoOpendaIndustry.IdealizadocomoABINCoIndustrypelaCNIfoiABDIosobjetivodiaestabelecer
Leia também
Quase mil famílias no Vale e Litoral Norte podem perder desconto na conta de luz
Neoenergia Elektro alerta 911 famílias em 20 municípios sobre risco de perda da Tarifa Social por falta de atualização cadastral
Vale do Paraíba06/10
Dia das Crianças: veja os direitos do consumidor ao comprar brinquedos e presentes
Prazo de entrega, troca, arrependimento e garantia estão entre os principais pontos que devem ser observados antes da compra; veja o que diz o Código de Defesa do Consumidor
Vale do Paraíba06/10
Os Garotin faz show gratuito em Taubaté; veja como retirar os ingressos
Trio que venceu o Grammy Latino 2024 se apresenta no Sesc Taubaté no dia 17 de outubro; ingressos começam a ser distribuídos nesta terça-feira (6)
Vale do Paraíba06/10



