Dia dos Namorados deve movimentar R$ 6,4 bilhões no comércio do Vale e Litoral Norte
O comércio varejista do Vale do Paraíba e Litoral Norte deve registrar crescimento de 4% nas vendas em junho de 2026, impulsionado pelo Dia dos Namorados. A projeção é do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), que estima faturamento de R$ 6,4 bilhões no período. Segundo o sindicato, este será o maior [...]

O comércio varejista do Vale do Paraíba e Litoral Norte deve registrar crescimento de 4% nas vendas em junho de 2026, impulsionado pelo Dia dos Namorados. A projeção é do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), que estima faturamento de R$ 6,4 bilhões no período.
Segundo o sindicato, este será o maior volume de vendas já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2008.
A data é considerada uma das mais importantes para o varejo no primeiro semestre e deve impulsionar não apenas o consumo de presentes, mas também os setores de serviços, alimentação, turismo e entretenimento.
Vestuário e eletrônicos lideram expectativa de vendas
Os segmentos mais beneficiados pela data devem ser os de vestuário, tecidos, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, lojas de departamento e supermercados.
Neste ano, o Dia dos Namorados será celebrado na véspera da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, fator que pode influenciar o comportamento do consumidor e ampliar a procura por produtos ligados ao torneio, como camisetas de seleções e itens temáticos.
Além do comércio, bares, restaurantes, hotéis e o setor turístico também devem registrar aumento no movimento, especialmente em cidades da região conhecidas pelo potencial turístico.
Inflação impacta presentes e lazer
Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apontam que diversos itens tradicionalmente procurados para a data ficaram mais caros nos últimos 12 meses.
Entre os produtos com alta acima da inflação acumulada de 4,80% estão:
- sapato masculino (+9,95%);
- sandálias e chinelos (+6,73%);
- tênis (+6,30%);
- bermuda e short masculino (+6,33%).
Por outro lado, alguns itens tiveram reajustes menores e aparecem como opções mais acessíveis para os consumidores, como:
- camisa masculina (+3,01%);
- vestido (+3,16%);
- lingerie (+3,72%);
- sapato feminino (+1,74%).
No segmento de acessórios, os relógios de pulso registraram aumento de 1,35%, enquanto as joias tiveram alta expressiva de 20,34%, influenciadas pela valorização do ouro.
Perfumes ficaram 1,17% mais baratos em relação ao ano passado, e os televisores apresentaram queda de 2,21%, movimento associado à expectativa de consumo para a Copa do Mundo.
Restaurantes, turismo e lazer também ficaram mais caros
Os casais que pretendem comemorar fora de casa também devem sentir o impacto da inflação nos serviços.
Segundo o levantamento:
- refeições em restaurantes subiram 5,55%;
- refrigerantes e água mineral tiveram alta de 7,27%;
- cafezinho ficou 7,47% mais caro;
- cinema, teatro e concertos registraram aumento de 8,39%.
No turismo, os reajustes atingiram:
- hospedagem (+4,06%);
- ônibus interestadual (+6,21%);
- pacotes turísticos (+6,91%);
- passagens aéreas (+30,72%).
Dados são baseados em pesquisa do varejo paulista
As projeções divulgadas pelo Sincovat utilizam dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, elaborada mensalmente pela FecomercioSP em parceria técnica com a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
O levantamento considera informações de faturamento fornecidas por empresas varejistas ao governo estadual.
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