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Doação de sangue: novas regras reduzem prazo para tatuagem e permitem doação após os 70 anos

Normas do Ministério da Saúde entraram em vigor nesta quarta-feira (30) e também alteram critérios para procedimentos estéticos, piercings e uso de medicamentos

Jornalista Helen Camargo3 min de leitura
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Divulgação

Novas regras para a doação de sangue estão em vigor em todo o Brasil. As mudanças foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde e atualizam os critérios de aptidão e os períodos de impedimento temporário para candidatos à doação.

A Portaria GM/MS nº 11.685/2026 revisa as normas técnicas dos serviços de hemoterapia e, entre outras medidas, reduz prazos de espera para alguns procedimentos e amplia a possibilidade de doação por pessoas que já são doadoras habituais.

Tatuagem e procedimentos estéticos

Uma das principais mudanças envolve tatuagens, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento.

Agora, o período de espera é de sete dias, desde que seja possível verificar que o procedimento foi realizado em condições adequadas de segurança sanitária.

Quando não for possível avaliar as condições em que o procedimento foi realizado, o período de inaptidão passa a ser de quatro meses.

Doadores com mais de 70 anos

As novas regras também mudam o critério de idade.

Doadores habituais podem continuar doando sangue depois dos 70 anos, desde que estejam saudáveis e sejam considerados aptos na avaliação médica realizada pelo serviço de hemoterapia. O Ministério da Saúde informa que deixa de existir uma idade máxima para quem já tem histórico de doações.

A primeira doação, entretanto, continua sujeita aos critérios de idade estabelecidos pelo regulamento.

Uso de Ozempic e outros medicamentos GLP-1

O uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida, não representa, por si só, impedimento automático para a doação.

A orientação específica do Ministério da Saúde considera situações relacionadas ao compartilhamento de canetas ou dispositivos aplicadores, que podem resultar em período temporário de inaptidão.

Como ocorre com outros medicamentos, a condição do candidato é avaliada durante a triagem do serviço de hemoterapia.

Piercings

Para piercings na boca ou na região genital, a nova regra estabelece período de espera de quatro meses após a retirada.

Para outros procedimentos, os critérios dependem da possibilidade de avaliação das condições de segurança em que foram realizados.

Endoscopia e anabolizantes

O período de impedimento temporário para pessoas que passaram por endoscopia ou utilizaram anabolizantes sem prescrição médica também foi reduzido de seis para quatro meses.

Malária

Outra mudança está relacionada à prevenção da transmissão de doenças pelo sangue. O novo regulamento atualiza os critérios relacionados à malária, enquanto o sistema de triagem laboratorial também foi ampliado.

O Ministério da Saúde informou que o Brasil passou a utilizar obrigatoriamente o teste de malária em 100% dos exames de triagem do sangue, com o NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que passou a detectar também o parasita causador da doença.

O que mudou para quem quer doar sangue

Entre as principais alterações estão:

  • Tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos invasivos: sete dias de espera quando for possível verificar a segurança sanitária; caso contrário, quatro meses.

  • Doadores habituais com mais de 70 anos: podem continuar doando, desde que sejam considerados aptos na avaliação médica.

  • Piercings na boca ou região genital: quatro meses após a retirada.

  • Endoscopia e uso de anabolizantes sem prescrição: período de inaptidão reduzido para quatro meses.

  • Medicamentos GLP-1: o uso não impede automaticamente a doação; a situação é avaliada na triagem.

  • Malária: novos critérios de triagem e ampliação da testagem laboratorial.

As novas regras fazem parte da atualização do marco regulatório da hemoterapia no país e buscam adequar os critérios técnicos aos avanços laboratoriais e ao cenário epidemiológico, mantendo a segurança de doadores e pacientes que recebem transfusões.

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