Mais de 1.200 locais, de 14 capitais brasileiras, se iluminam de azul no movimento “Go, Blue” para chamar atenção para as quase 6 mil mortes anuais por afogamento no país
Foto: Divulgação Cristo Redentor, Bondinho Pão de Açúcar, AquaRio, no RJ; ponte estaiada Roberto Marinho e o Banespinha, em SP; o Palácio Iguaçu, no PR, são alguns dos locais que ganham a cor azul pelo Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento Decretado pela Organização das Nações Unidas em 2021, o dia 25 de julho foi [...]

Foto: Divulgação
Cristo Redentor, Bondinho Pão de Açúcar, AquaRio, no RJ; ponte estaiada Roberto Marinho e o Banespinha, em SP; o Palácio Iguaçu, no PR, são alguns dos locais que ganham a cor azul pelo Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento
Decretado pela Organização das Nações Unidas em 2021, o dia 25 de julho foi a data escolhida para lembrar que prevenção é a solução para as quase 6 mil mortes anuais por afogamento no país. Assim, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) lidera este ano o movimento “Go, Blue” de prevenção ao afogamento, chamando atenção para uma estatística assustadora: a cada 1h30 um brasileiro morre afogado no país, especialmente em rios, lagos e represas, incidentes que poderiam ser facilmente evitados por meio da disseminação de informações sobre segurança aquática e conscientização dos riscos envolvidos nesses episódios.
Este ano, mais de 1.200 locais pelo país, entre eles, o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, o AquaRio, o Parque Bondinho Pão de Açúcar, o Bonde de Santa Teresa, a Igreja da Penha, a ponte estaiada Roberto Marinho (SP), os clubes associados ao Sindiclubes de SP, a fachada do Palácio Iguaçu, entre outros, aderiram ao movimento “Go, Blue” e estarão iluminados de azul no dia 25.
Segundo o último Boletim Epidemiológico da Sobrasa divulgado em 2022, as mortes por afogamento de crianças entre 1 a 4 anos de idade passaram a ser a 1ª causa de óbito a partir de 2020, o que chama atenção para a necessidade de cuidados dentro de casa. O aumento das vítimas fatais por afogamento também teve reflexo nas crianças entre 5 e 9 anos de idade, que ocupa a 2ª posição no ranking divulgado pela entidade.
“São crianças que morrem em piscinas dentro de casa ou na casa de vizinhos, bebês que se afogam em baldes em acidentes domésticos e todos os tipos de fatalidades que poderiam ser evitadas com informação. Milhares de famílias brasileiras já viveram a dor de perder um ente querido e a nosso trabalho, que envolve mais de 3 mil voluntários pelo país, é voltado para reduzir essa triste estatística por meio de mais de oito programas diferentes de prevenção”, destaca o médico David Szpilman, fundador da Sobrasa e principal especialista em salvamento aquático do país.

A Sobrasa lembra que entre as soluções para conferir segurança às piscinas estão o isolamento da área por meio da instalação de cerca e de dois ralos, ambos com tampas anti-sucção, que evitam o aprisionamento do corpo e a sucção de cabelos, dispositivos que são fáceis de serem encontrados e de valor baixo no mercado.
Em São José dos Campos, as ações educativas tiveram início em 2022, para conscientizar a sociedade e chamar a atenção para a prevenção contra o afogamento. Desde então, já participaram gestores de escolas de ensino fundamental, alunos de escolas de ensino fundamental, professores de natação e atividades aquáticas da rede pública.

“Ao longo deste ano temos promovido palestras com a proposta de levar informações básicas aos alunos sobre afogamentos e prevenção em Água Doce e em praias visando tornar mais seguro o verão que se aproxima e até como agir em pequenos acidentes caseiros do dia-a-dia. Entre outras medidas como acionar os meios de emergência sempre destacando a importância e a responsabilidade em fazê-lo”, cita Flavia Valentini, professora de natação e atividades aquáticas e voluntária da Sobrasa, Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.
SOBRE A SOBRASA
Criada em 1995, por um grupo de guarda-vidas, médicos e outros profissionais atuantes na área de segurança aquática, a Sobrasa é uma organização sem fins lucrativos, que funciona como um conselho profissional e atua unindo o Brasil para reduzir os afogamentos e incidentes aquáticos. Em seu quadro há 14 diretores, 36 chefes de departamentos e 128 consultores especialistas no assunto, que já formaram mais de 110 mil multiplicadores em salvamento aquático no país.
A Sobrasa disponibiliza programas e cursos gratuitos, visando à redução do número de incidentes aquáticos em diversos ambientes (praias, piscinas, rios, represas, entre outros). Conheça nossos cursos e programas no site www.sobrasa.com
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