A Prefeitura de Pindamonhangaba intensificou neste mês de março as ações do programa Novo Rumo, iniciativa voltada ao atendimento e acolhimento de pessoas em situação de rua no município. Criado em fevereiro do ano passado, o programa busca oferecer acesso a serviços sociais, atendimento especializado e oportunidades de reinserção social para quem vive em espaços públicos.
Somente em 2026, a equipe do Serviço Especializado de Abordagem Social realizou 133 abordagens, que resultaram em 176 atendimentos socioassistenciais individualizados.
Entre os encaminhamentos feitos, 105 pessoas foram direcionadas ao Cadastro Único e 112 para serviços socioassistenciais, como atendimento em CRAS e CREAS, benefícios eventuais, Casa de Passagem e outros programas de assistência. Também houve encaminhamentos para serviços de saúde e instituições parceiras.
Segundo a Secretaria de Assistência Social, 27 migrantes foram atendidos neste ano e cerca de 60 pessoas aceitaram acolhimento em estruturas como organizações sociais parceiras, Casa de Passagem, auxílio-aluguel, comunidade terapêutica, hospital psiquiátrico ou retorno ao município de origem.
Resultados em 2025
Em 2025, o programa já havia registrado números expressivos. Foram 223 buscas ativas e abordagens em pontos estratégicos da cidade, como a Praça do Japonês, região do INSS, Praça Monsenhor Marcondes, Viaduto Central e a área verde de Moreira César.
No período, foram contabilizados 124 acompanhamentos familiares e 905 atendimentos socioassistenciais individualizados.
Ações concentradas no centro
Nesta semana, as equipes do Novo Rumo estão concentrando as ações principalmente na região central da cidade, incluindo a Praça Monsenhor Marcondes, imediações do Mercado Municipal e Praça Barão do Rio Branco, além de bairros onde moradores apontaram maior concentração de pessoas em situação de rua.
Na segunda-feira (10), uma operação conjunta reuniu técnicos da Secretaria de Assistência Social e agentes da Guarda Civil Metropolitana para novas abordagens.
Durante a ação, um homem que estava instalado em um antigo prédio público no Jardim Eloyna aceitou a oferta de vaga em uma casa de recuperação e iniciou, na quinta-feira (12), os exames necessários para ingresso em uma clínica.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Andréa Barreto, o caso já vinha sendo acompanhado pela equipe. O homem foi encaminhado à UPA do Araretama para exames e posteriormente deverá ser levado a uma comunidade terapêutica em Taubaté.
“O objetivo é oferecer serviços que contribuam para a reinserção social, para que a pessoa consiga se afastar dos vícios e da situação desumana de viver na rua”, afirmou.
Desafio é adesão ao atendimento
Segundo a secretária, um dos principais desafios do programa é convencer as pessoas em situação de vulnerabilidade a aceitar as alternativas oferecidas. Em alguns casos, são necessárias cinco ou seis abordagens até que o atendimento seja aceito.
Atualmente, a Praça Monsenhor Marcondes concentra grande parte das ações do programa. A prefeitura pretende ampliar as abordagens durante o dia e também no período noturno, com o objetivo de evitar a instalação de barracas e colchões no local.
O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Henrique, afirmou que o trabalho é realizado com diálogo e orientação, buscando garantir o acesso aos serviços sociais e preservar a convivência nos espaços públicos.







