Os preços dos medicamentos sofreram reajuste e estarão mais caros a partir desta quarta-feira (1º), conforme autorização do governo federal. Apesar do aumento, o percentual médio aplicado — de 2,47% — é o menor registrado nos últimos 20 anos.
O reajuste não será uniforme e varia de acordo com o nível de concorrência no mercado farmacêutico. A definição segue critérios da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por estabelecer o teto de preços no país.
Os medicamentos foram divididos em três categorias. Aqueles com maior concorrência, como os genéricos e similares, poderão ter aumento de até 3,81%. Já os remédios com concorrência intermediária terão reajuste máximo de 2,47%.
Para medicamentos exclusivos — produzidos por apenas um fabricante e sem alternativas no mercado — o aumento será mais limitado, de até 1,13%, como forma de proteger o consumidor que não possui opções de substituição.
Apesar da autorização, o reajuste não é obrigatório. Farmácias e laboratórios podem optar por não repassar o aumento ou aplicar percentuais menores, como estratégia para atrair e fidelizar clientes.
O cálculo do reajuste considera fatores como a inflação e os ganhos de eficiência da indústria farmacêutica. Quando há redução de custos na produção, parte desse ganho deve ser repassada ao consumidor, o que contribui para limitar os aumentos.









