Comércio do Vale prevê alta de 3,1% nas vendas do Dia dos Pais

O comércio do Vale do Paraíba deve movimentar cerca de R$ 4 bilhões em agosto com as vendas do Dia dos Pais. A projeção é do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), que estima crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, o equivalente a um incremento de R$ 82,9 milhões no faturamento.

Segundo a entidade, embora a data impulsione o varejo, o impacto costuma ser menor do que o registrado em outras datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.

Os segmentos que devem concentrar a maior parte das vendas são perfumarias, lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, móveis e decoração, vestuário e calçados, além de supermercados.

De acordo com o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, o comércio regional segue em trajetória de crescimento desde a retomada das atividades após a pandemia, mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador.

A entidade destaca que fatores como juros elevados, endividamento das famílias e maior restrição ao crédito podem reduzir as compras de produtos de maior valor, que normalmente dependem de financiamento.

Presentes ficaram mais caros

Levantamento do Sincovat, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aponta que diversos itens tradicionais para presentear no Dia dos Pais registraram alta acima da inflação, que foi de 4,98% no período analisado.

Entre os produtos, o perfume ficou 10,05% mais caro, as joias tiveram aumento de 11,89%, o sapato masculino subiu 8,74% e os serviços de cabeleireiro e barbeiro acumularam alta de 9,17%. A calça masculina teve reajuste de 6,27%, enquanto refeições fora de casa aumentaram 5,06%.

Por outro lado, alguns itens registraram variação abaixo da inflação, como camisa ou camiseta masculina (3,09%), tênis (2,09%) e televisores (1,33%). O relógio de pulso foi o único produto pesquisado que apresentou queda de preço, com redução de 1,43%.

Entre os serviços relacionados ao lazer e às viagens, o maior aumento foi observado nas passagens aéreas, que ficaram 66,89% mais caras. Hospedagem (7,55%), passagens de ônibus interestaduais (7,13%) e pacotes turísticos (3,63%) também registraram alta na comparação com o ano anterior.

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