Empresa de São José promove ação contra assédio eleitoral

Uma empresa de São José dos Campos que atua nos setores de elétrica e hidráulica vai promover uma ação interna para orientar os funcionários sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa ocorre com a proximidade do início da propaganda eleitoral, permitido a partir de 16 de agosto, e busca esclarecer direitos, limites para manifestações políticas e formas de prevenir situações de pressão ou constrangimento.

A empresa possui dez funcionários contratados pelo regime CLT. A programação inclui palestras com advogados e uma psicóloga especializada em riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Os profissionais vão abordar aspectos legais do assédio eleitoral, cuidados que devem ser adotados por empregadores e trabalhadores e os impactos da pressão política sobre o ambiente profissional.

Também serão distribuídas cartilhas com orientações de conduta durante o período eleitoral. Informativos serão fixados em locais de circulação dos funcionários para reforçar as principais regras e cuidados relacionados às eleições.

Prevenção

A Justiça Eleitoral estabelece medidas para coibir o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados. A relação hierárquica entre empregadores, gestores e funcionários exige atenção para que o trabalhador possa exercer livremente seu direito de escolha.

Segundo a advogada especialista em Direito do Trabalho e Compliance Cláudia Araújo, o assédio eleitoral não se limita a ordens diretas para votar em determinado candidato. A prática também pode envolver pressão, ameaça, constrangimento ou promessa de vantagens ou prejuízos relacionados à escolha política do trabalhador.

Para a especialista, a posição hierárquica não deve ser utilizada para tentar influenciar a decisão eleitoral dos funcionários.

Saúde psicológica

A programação também aborda os efeitos da pressão política sobre a saúde psicológica e a segurança no ambiente profissional.

De acordo com a psicóloga especializada em riscos psicossociais relacionados ao trabalho, o receio de sofrer represálias por uma opinião política pode gerar tensão entre os trabalhadores e comprometer o ambiente profissional.

A proposta da ação é reforçar que a manifestação de opiniões políticas não deve se transformar em instrumento de pressão dentro das relações de trabalho, preservando o respeito às diferentes posições e a liberdade de escolha dos funcionários.

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