Cemaden alerta para risco de enchentes e deslizamentos em 11 cidades do Vale e Litoral Norte

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu alerta para risco de enchentes e deslizamentos em 11 cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte, devido à previsão de mais chuvas entre esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27). A chegada de uma frente fria mantém o cenário de instabilidade, após os temporais que já causaram transtornos na região nesta semana.

Cidades em alerta

De acordo com o painel de monitoramento atualizado pelo Cemaden, os municípios com risco hidrológico ou geológico são:

Risco alto

  • Ubatuba

  • Ilhabela

Risco moderado

  • Caraguatatuba

  • São Sebastião

  • São José dos Campos

  • Aparecida

  • Guaratinguetá

  • Queluz

  • Campos do Jordão

A classificação considera o volume de chuva acumulado nos últimos dias e a previsão de novas precipitações, que aumentam o risco principalmente em áreas de encosta e regiões com histórico de alagamentos.

Período mais crítico será entre quinta e sexta-feira

Segundo o meteorologista Gustavo Escobar, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o período de maior atenção deve ocorrer entre a tarde e a noite desta quinta-feira (26) e a manhã de sexta-feira (27).

A frente fria avança pelo oceano e intensifica a formação de tempestades, especialmente no Litoral Norte. Além disso, um cavado meteorológico — sistema associado à formação de nuvens carregadas — continua influenciando as condições climáticas na região.

Temperaturas mais amenas e orientação de segurança

A previsão indica temperaturas mais baixas nos próximos dias, com máximas que não devem ultrapassar os 28°C.

Diante do risco, a recomendação é que moradores:

  • fiquem atentos aos alertas da Defesa Civil

  • evitem atravessar ruas alagadas

  • não permaneçam em áreas de encosta durante chuvas intensas

  • busquem locais seguros em caso de sinais de deslizamento

Monitoramento segue em tempo real

O Cemaden mantém o monitoramento contínuo das condições meteorológicas e do solo. O órgão reforça que o solo já encharcado aumenta o risco de ocorrências, mesmo com volumes moderados de chuva.

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