O preço da cesta básica registrou leve alta de 0,21% no Vale do Paraíba em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté.
De acordo com o órgão vinculado à Universidade de Taubaté, a variação representa aumento de R$ 5,99: o valor médio passou de R$ 2.839,55 em janeiro para R$ 2.845,54 em fevereiro.
Segundo o Nupes, o resultado reflete a combinação entre altas pontuais e quedas em itens específicos. Entre os produtos que mais pressionaram o índice estão abobrinha (+23,58%), ovo branco (+17,66%) e feijão carioquinha (+13,30%).
Por outro lado, alguns itens registraram redução de preço no período, como mamão formosa (-17,99%), tomate (-11,92%) e açúcar refinado (-5,49%).
“A pesquisa do Nupes aponta que este leve aumento nos preços resulta de uma combinação de aumentos de produtos como abobrinha, ovos e feijão, apesar de queda dos preços de produtos como tomate, feijão e açúcar”, informou o núcleo em nota.
Diferença entre cidades
O levantamento é realizado em quatro municípios da região: São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.
Campos do Jordão segue com o maior valor médio da cesta básica na região:
Campos do Jordão: R$ 2.987,05 (era R$ 2.968,63 em janeiro)
Caçapava: R$ 2.808,40 (era R$ 2.802,32)
São José dos Campos: R$ 2.801,91 (era R$ 2.809,22)
Taubaté: R$ 2.784,81 (era R$ 2.778,03)
Queda no acumulado de 12 meses
Apesar da alta mensal, o acumulado dos últimos 12 meses aponta queda de 1,73%, o que representa redução de R$ 50,15 no valor médio da cesta.
Fevereiro de 2025: R$ 2.895,69
Fevereiro de 2026: R$ 2.845,54
Como é calculada a cesta básica
O Nupes iniciou, em 1996, a divulgação mensal do custo da cesta básica recomendada para uma família com cinco pessoas e renda de cinco salários mínimos.
A composição inclui:
32 produtos alimentícios
5 itens de higiene pessoal
7 produtos de limpeza doméstica
A coleta é realizada semanalmente em quatro supermercados de cada município pesquisado, refletindo, segundo o núcleo, as dinâmicas de consumo do Vale do Paraíba.









