O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21), em São Paulo. A informação foi confirmada pela família à TV Globo.
O artista estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, onde tratava uma pneumonia associada a uma condição cardiológica. Em nota, familiares informaram que o estado de saúde era delicado e agradeceram as manifestações de carinho recebidas.
Nascido em 16 de março de 1935, em São Roque, José Juca de Oliveira Santos iniciou sua trajetória artística no teatro na década de 1950. Ele abandonou o curso de Direito na Universidade de São Paulo para ingressar na Escola de Arte Dramática. Ao longo dos anos, integrou importantes companhias, como o Teatro Brasileiro de Comédia, e participou do grupo que adquiriu o Teatro de Arena nos anos 1960. Durante o período da ditadura militar, foi perseguido politicamente e viveu exilado na Bolívia.
Na televisão, construiu uma carreira sólida, com participação em mais de 30 novelas e minisséries. Estreou em 1964, na novela “Quando o Amor É Mais Forte”, da extinta TV Tupi. Em 1973, passou a integrar o elenco da TV Globo, onde atuou em produções como “O Semideus”, “Fera Ferida” e “Torre de Babel”. Um de seus papéis mais marcantes foi o do médico geneticista Dr. Albieri, na novela “O Clone”. Seu último trabalho na televisão foi em “O Outro Lado do Paraíso”, em 2018.
Além da televisão, Juca de Oliveira teve atuação destacada no cinema, com mais de dez filmes, e no teatro, onde participou de cerca de 60 montagens, incluindo trabalhos como autor. Nos últimos anos, dedicava-se principalmente ao teatro e à administração de uma fazenda de gado.
O velório ocorre neste sábado (21), das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central da capital paulista, em cerimônia restrita a amigos e familiares.









