Um projeto ambiental desenvolvido em Ubatuba passou a integrar a primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil, consolidando-se como referência de economia sustentável no litoral norte paulista e no Vale do Paraíba.
A iniciativa, chamada Yaku Yvira, está localizada no bairro Mato Dentro e ocupa uma área de cerca de 13 mil metros quadrados de Mata Atlântica preservada.
Modelo sustentável
O projeto é baseado no conceito de Pagamento por Serviços Ambientais, que atribui valor econômico à preservação da natureza. A proposta utiliza protocolos de rastreabilidade para garantir a proteção da biodiversidade e da cultura local, demonstrando que manter a floresta em pé pode ser financeiramente viável.
O nome Yaku Yvira tem origem na língua indígena Mbyá Guarani e simboliza a relação entre a Jacutinga e a Palmeira-juçara. A ave é considerada essencial para o equilíbrio do ecossistema por atuar na dispersão de sementes.
Preservação ao longo do tempo
A área pertence à família de Maria do Sameiro desde 1981 e permaneceu preservada ao longo das décadas. Segundo a proprietária, o espaço passou por uma regeneração natural, transformando-se em uma floresta densa.
Mesmo diante de propostas para loteamento, a família optou por manter a área intacta — decisão que deu origem ao projeto e possibilitou sua inserção no mercado de ativos ambientais.
Potencial ambiental e econômico
Localizado em uma região estratégica entre serra e litoral, o terreno conta com riacho, água potável abundante, árvores centenárias e diversas espécies nativas, formando um ecossistema autossustentável.
Com a entrada na Bolsa de Ação Climática, o projeto passa a ser considerado um “case farol” para iniciativas ambientais, reforçando a preservação como caminho viável para o desenvolvimento sustentável e a geração de valor econômico.









