Sistema Cantareira tem nova queda no volume e opera em faixa de restrição, aponta Sabesp

O Sistema Cantareira registrou queda de 0,1 ponto percentual no volume armazenado nesta quinta-feira (1º) e passou a operar ainda mais próximo da faixa mais severa de redução de captação. Os dados constam no relatório diário divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo abastecimento de água na Grande São Paulo.

Apesar do cenário de atenção, a Sabesp e os órgãos reguladores afirmam que a situação não indica risco imediato de rodízio no fornecimento de água.

Atualmente, o Cantareira opera com 20,1% do volume útil, enquadrado na faixa de “restrição”, conforme as regras definidas conjuntamente pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela SP Águas. Essa classificação é aplicada quando o sistema apresenta entre 20% e 30% de sua capacidade.

Nessa condição, a retirada máxima permitida é de 23 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), com necessidade de complementação do abastecimento a partir da bacia do rio Paraíba do Sul. Segundo as agências reguladoras, essa regra será mantida ao longo do mês de janeiro.

O Cantareira possui cinco faixas operacionais. A mais favorável é a “normal”, quando o volume útil é igual ou superior a 60%, permitindo a captação de até 33 m³/s sem apoio externo. Já a situação mais crítica é a faixa “especial”, que limita a retirada a 15,5 m³/s e exige obrigatoriamente o auxílio do rio Paraíba do Sul.

Desde o fim de setembro, o sistema vem operando abaixo de 30% do volume útil e chegou a atingir cerca de 19% na primeira quinzena de dezembro. Os índices são os mais baixos registrados desde a crise hídrica enfrentada pelo estado entre 2014 e 2016, reforçando o alerta para a necessidade de uso consciente da água.

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