O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi resultado de uma operação militar de grande escala, planejada ao longo de meses e executada por forças de elite americanas. As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva.
Segundo Trump, a ação incluiu operações simultâneas por ar, terra e mar e contou com o uso de uma capacidade tecnológica que teria provocado o apagão das luzes em Caracas, capital venezuelana. “Estava escuro. Foi letal”, afirmou o presidente americano, sem entrar em detalhes técnicos.
De acordo com Trump, a missão — chamada de Operação Absolute Resolve — teria sido autorizada por ele quatro dias antes da execução, conforme informações da agência de notícias Reuters. O planejamento, no entanto, teria levado meses, incluindo treinamentos de tropas de elite em uma réplica do suposto esconderijo de Maduro.
O presidente americano disse ainda que acompanhou a operação diretamente de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. Segundo ele, 11 navios de guerra foram mobilizados durante a madrugada, além de mais de uma dúzia de caças F-35 posicionados no Caribe.
O general Dan Caine afirmou que mais de 150 aeronaves foram utilizadas ao longo da operação. As tropas teriam desembarcado sob fogo inimigo por volta das 3h da manhã, no horário de Brasília.
Ainda segundo Trump, Maduro e sua esposa se renderam após tentarem chegar a uma sala segura. Durante a retirada do território venezuelano, as forças americanas teriam enfrentado resistência, mas, por volta das 3h20, os helicópteros que transportavam o presidente venezuelano já estariam em alto-mar.
Trump afirmou que Maduro foi levado inicialmente a um navio militar, seguiu para a base de Guantánamo e, posteriormente, foi transportado de avião até Nova York.









