A Região Metropolitana do Vale do Paraíba registrou 6.111 acidentes de trânsito entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo dados do Infosiga SP, sistema de monitoramento do Governo do Estado de São Paulo.
O número representa média de 16 sinistros por dia nas cidades da região.
No mesmo período, 383 pessoas morreram em acidentes, o que corresponde a aproximadamente uma morte por dia nas vias do Vale do Paraíba.
Taxa de mortalidade preocupa autoridades
De acordo com o painel do Infosiga, o percentual de fatalidade em acidentes na região é de 5,83% considerando os últimos 12 meses.
Outros indicadores também chamam atenção:
2,39 mortes para cada 10 mil veículos
15,14 óbitos para cada 100 mil habitantes
Atualmente, a frota regional soma cerca de 1.603.484 veículos.
Impacto financeiro na saúde pública
Além das vítimas, os acidentes de trânsito também geram impacto significativo no sistema público de saúde.
Segundo o levantamento estadual, os custos relacionados aos acidentes chegaram a R$ 779,53 milhões nos últimos 12 meses, valor que inclui gastos hospitalares, atendimentos médicos e tratamentos decorrentes das ocorrências.
Mortes voltaram a crescer em 2025
A região encerrou 2025 com 398 mortes no trânsito, o que representa aumento de 4% em relação a 2024, quando foram registrados 382 óbitos.
O número é o mais alto desde 2016, quando 412 pessoas morreram nas vias do Vale do Paraíba.
O ano mais violento da série histórica continua sendo 2015, com 417 mortes registradas.
Mais de 4 mil mortes em dez anos
De acordo com o histórico do Infosiga, que reúne dados desde janeiro de 2015, o Vale do Paraíba acumula 4.042 mortes em acidentes de trânsito até janeiro de 2026.
Somente janeiro deste ano registrou 23 vítimas fatais na região.
Série histórica de mortes no trânsito
Os dados indicam que o início da última década concentrou os maiores índices de mortalidade, seguido por um período de queda e uma nova alta recente.
Mortes no trânsito no Vale do Paraíba:
2015 — 417 mortes
2016 — 412 mortes
2017 — 354 mortes
2018 — 342 mortes
2019 — 376 mortes
2020 — 326 mortes
2021 — 330 mortes
2022 — 333 mortes
2023 — 349 mortes
2024 — 382 mortes
2025 — 398 mortes
A partir de 2023, os registros voltaram a subir e atingiram o maior patamar dos últimos nove anos.









