A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados recordes e revisou para cima as projeções para o restante do ano. Entre abril e junho, a companhia registrou R$ 11,3 bilhões em receita, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025 e o melhor resultado já alcançado em um segundo trimestre.
O EBIT ajustado chegou a R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%, enquanto o fluxo de caixa livre ajustado, desconsiderando a Eve, alcançou R$ 2 bilhões.
Com o desempenho, a empresa passou a projetar margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6% em 2026, acima da estimativa anterior, de 8,7% a 9,3%. A previsão de fluxo de caixa livre ajustado, também sem considerar a Eve, subiu de US$ 200 milhões ou mais para US$ 400 milhões ou mais.
Segundo a companhia, a revisão das projeções considera fatores como um crédito tributário extraordinário, a isenção de tarifas e a melhora das perspectivas para os negócios.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 1,1 bilhão, ante R$ 890,3 milhões no segundo trimestre de 2025. Já o lucro líquido atribuído aos acionistas chegou a R$ 1 bilhão, mais que o dobro dos R$ 448,9 milhões registrados um ano antes. O lucro por ação passou de R$ 0,6120 para R$ 1,5161.
Defesa e aviação executiva avançam
A área de Defesa & Segurança apresentou crescimento de 22%, com receita de R$ 1,5 bilhão, impulsionada principalmente pelo reconhecimento de receitas do programa KC-390 Millennium. A margem EBIT ajustada do segmento subiu de 9,3% para 12%.
Na Aviação Executiva, a receita alcançou R$ 3,7 bilhões, alta de 19% na comparação anual, favorecida pelo aumento das entregas e pelo mix de produtos.
O segmento de Serviços & Suporte movimentou R$ 2,9 bilhões, crescimento de 11%. Já a Aviação Comercial registrou receita de R$ 3,2 bilhões, queda de 2%. Segundo a empresa, o resultado foi afetado principalmente pela valorização do real frente ao dólar.
Embraer entrega 65 aeronaves
A companhia entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, o melhor resultado para o período em 16 anos e 7% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025.
No primeiro semestre, foram entregues 109 aeronaves, contra 91 no mesmo período do ano passado, crescimento de aproximadamente 20%.
A carteira de pedidos também atingiu recorde, de US$ 34,5 bilhões, alta de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025. Com o resultado, a empresa completou sete trimestres consecutivos de expansão da carteira.
Os investimentos somaram R$ 609,2 milhões no trimestre, ante R$ 576,5 milhões um ano antes. Considerando também a Eve, o total chegou a R$ 760,6 milhões.











