A corrida pelo céu das grandes cidades acaba de ganhar um aliado de peso. A Eve Air Mobility, empresa criada pela Embraer e profundamente ligada ao polo aeronáutico de São José dos Campos, assinou um memorando de entendimento com a Hitachi Energy. O objetivo? Desenvolver as soluções de infraestrutura e gerenciamento de energia que vão alimentar os futuros “carros voadores”.
Para tirar os eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical) do papel e colocá-los no mercado, não basta apenas fabricar os veículos. O grande desafio atual do setor é estruturar os vertiportos — os helipontos do futuro — com sistemas de recarga que sejam ultrarrápidos e, acima de tudo, seguros.
Tecnologia de ponta e energia estável
A Hitachi Energy planeja adaptar para a aviação urbana a sua consagrada tecnologia Grid-eMotion, hoje já utilizada para frotas de ônibus e caminhões elétricos de alta capacidade.
O escopo da parceria vai avaliar:
A viabilidade e disponibilidade de energia nos locais de pouso e decolagem;
A instalação de carregadores de altíssima potência;
Maneiras de integrar essa nova e imensa demanda de eletricidade às redes de energia já existentes nas cidades, sem causar apagões ou instabilidades.
Pensando verde: O acordo também prevê uma solução sustentável para o meio ambiente. As empresas vão estudar o reaproveitamento das baterias dos carros voadores. Quando elas perderem a vida útil exigida para voar, serão recicladas e reutilizadas como sistemas estacionários de armazenamento de energia em solo.
O protagonismo do Vale do Paraíba na nova era da aviação
Nascida dentro do ecossistema de inovação da Embraer, a Eve projeta o início de suas operações comerciais para 2028. A empresa já acumula cartas de intenção de compra para quase 2.700 aeronaves ao redor do mundo.
Embora o comunicado oficial (divulgado pela Hitachi Energy e repercutido pela agência Reuters) ainda não detalhe os valores do investimento, geração imediata de empregos ou se a produção ocorrerá fisicamente na região, o acordo consolida o Vale do Paraíba na liderança global dessa nova cadeia tecnológica — que vai ditar os rumos da mobilidade, do tráfego aéreo e da infraestrutura urbana nas próximas décadas.









