Jacareí reajusta tarifa de ônibus; passagem com cartão passa a custar R$ 4,50

A Prefeitura de Jacareí reajustou a tarifa do transporte coletivo urbano. Os novos valores entraram em vigor nesta segunda-feira (13) e representam o primeiro aumento da tarifa social desde 2019.

Com o reajuste, a passagem paga com vale-transporte comum ou cartões de crédito e débito passa a custar R$ 4,50. Segundo a administração municipal, esse continua sendo o menor valor praticado entre as cidades de médio e grande porte do Vale do Paraíba.

Os estudantes que utilizam o vale-transporte escolar passarão a pagar R$ 2,70 por viagem. Já a tarifa para pagamento em dinheiro diretamente na catraca será de R$ 5.

De acordo com a Prefeitura, a diferença de preço entre o pagamento em cartão e em espécie tem como objetivo incentivar o uso de meios eletrônicos, que atualmente representam 87% das transações, reduzindo o tempo de embarque e a circulação de dinheiro nos ônibus.

Reajuste considera aumento dos custos

Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana, o reajuste leva em consideração a alta acumulada dos combustíveis, dos insumos utilizados na operação do sistema, os reajustes salariais da categoria e a redução no número de passageiros registrada nos últimos anos.

Apesar da atualização da tarifa paga pelos usuários, o custo real do transporte coletivo permanece em R$ 8,06 por passageiro. A diferença é subsidiada pela Prefeitura para manter benefícios concedidos a grupos como estudantes e pessoas com deficiência.

Créditos antigos poderão ser utilizados

A Prefeitura informou que os cartões de vale-transporte comum e escolar puderam ser carregados com o valor antigo até o dia 12 de julho. Os créditos adquiridos antes do reajuste continuarão válidos e poderão ser utilizados normalmente, com prazo de carência de 30 dias.

Município amplia subsídio ao transporte

A administração municipal informou que, em 2025, o município arcou com 34,47% do custo de cada passagem por meio da política de subsídio tarifário implantada em 2019.

Para 2026, a estimativa é que essa participação chegue a aproximadamente 48%, fazendo com que a Prefeitura custeie praticamente metade do valor de cada viagem. Segundo o Executivo, o sistema continua sendo financiado exclusivamente com recursos municipais, sem repasses dos governos estadual ou federal.

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